NEUROMODULAÇÃO

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NEUROMODULAÇÃO


Diferente de outros órgãos do corpo humano, o Cérebro pode ser modulado (regulado), direta ou indiretamente, utilizando para tal fim, de vários métodos de Neuromodulação, já reconhecidos pela ciência contemporânea e designados por técnicas de Neuromodulação ou Neuroestimulação. A propósito, não só o Cérebro pode ser modulado, mas quase todo o Sistema Nervoso Central (SNC). Como os Neurônios são as prinicipais células do SNC, o alvo desta regulação é uma resposta neuronal a estes estímulos, seja empregando métodos invasivos e/ou não invasivos de Neuromodulação. Desta forma, a resposta neuronal se traduz por mudanças fisiológicas, emocionais, comportamentais e cognitivas, muito úteis em psiquiatria, neurologia, psicoterapia e neurociência, o que faz das técnicas de Neuromodulação ferramentas avançadas de tratamento, igualmente eficazes, seguras e promissoras, pois se encontram em constante transformação. 

Existem vários métodos de Neuromodulação; os princiapais são enumerados a seguir:


NEUROMODULAÇÃO

MÉTODOS DE NEUROMODULAÇÃO:

1 - Estimulação Cerebral Profunda (ECP)


É o método mais invasivo de Neuromodulação em razão da necessidade de cirurgia. Em função do vasto conhecimento que se dispõe atualmente sobre o funcionamento das estruturas que constiuem o Sistema Nervoso Central (SNC) - principalmente nos estados fisiopatológicos das doenças Neuropsiquiátricas -, corriqueiramente a medicina utiliza-se da implantação de eletrodos em certas regiões específicas do tecido neuronal, ora para estimulá-lo, ora para inibi-lo. Esta forma de Neuromodulação é mais indicada para doenças do movimento, como por exemplo a Doença de Parkinson, embora encontra-se no momento em uso experimental para outras patologias neuropsiquiátricas. Este método é também chamado de DBS (Deep Brain Stimulation em inglês).


2 - Estimulação do Nervo Vago (ENV)


Segue o mesmo princípio da Estimulação Cerebral Profunda (ECP), mas o alvo aqui é o Nervo Vago, o maior nervo craniano, que origina-se no Bulbo e faz a ligação entre o Cérebro e a medula espinhal. Muito utilizado na Neurologia para controle das Epilepsias, recentemente tem sido usado no tratamento da Depressão Bipolar e Depressão resistente à medicamentos, psicoterapia e outros métodos de tratamento. 


3 - Eletroconvulsoterapia (ECT)


Sem a necessidade de cirurgia e por isso menos invasiva que as técnicas de Neuromodulação citadas acima - Estimulação Cerebral Profunda e Estimulação do Nervo Vago - mas com forte impacto somático, ou seja, elevada capacidade de regular regiões do SNC ligadas a várias doenças neuropsiquiátricas, principalmente à Depressão - Unipolar ou Bipolar. No entanto, este método de Neuromodulação vai além e também produz efeitos antipsicóticos, anticonvulsivantes, antiparkinsonianos e neuroendócrinos, além do robusto efeito antidepressivo já conhecido há décadas. A Eletroconvulsoterapia (ECT) constituí assim, uma forma de Neuromodulação altamente eficaz, segura e particularmente Neuroprotetora, podendo mudar o percurso da doença mental quando realizada em seus primórdios, quanto ao surgimento dos sinais e sintomas.   

Sua ação Neuroprotetora se faz pela indução e otimização da inerente PLASTICIDADE NEURONAL, ou seja, a capacidade do Neurônio de reorganizar-se, remodelar-se em suas conexões e produzir novos Neurônios (Neurogênese).




4 - Psicofarmacologia


A descorberta de que alguns medicamentos pederiam regular e alterar o funcionamento do Sistema Nervoso Central ocorreu-se, por acaso, no início da década de cinquenta, dentro do pragmatismo científico da época.  É um dos métodos de Neuromodulação mais utilizados hoje em dia, para regulação e modulação de processos psicológicos na prática clínica. No entanto, utilizar substâncias químicas para mudar estados emocionais e comportamentais é uma prática tão antiga como a própria humanidade, nos conta a história da Medicina e as prátiacas religiosas de diversas culturas da antiguidade. A maneira como estas substâncias químicas agiam sobre o organismo(Farmacocinética e Farmacodinâmica), não apenas no SNC, começou a ser desvendado a partir de 1950, com o advento da moderna ciência, fruto do avanço tecnológico. Apesar disso, os resultados se estagnaram com o passar dos anos, e o surgimento de novas substâncias químicas (Novos Medicamentos) não mudaram significativamente o resultado do tratamento das principais patologias psiquiátricas e muito menos o cenário dos desafios clínicos atuais. Por exemplo, cerca de 30% dos pacientes que apresentam Depressão, não respondem a nenhum tipo de medicamento, ou suas associações. A intolerância a seus efeitos coletrais é mais comum do que se imagina, principalmente na população idosa.  A Farmacogenética é a ciência que estuda a variabilidade genética dos indivíduos com relação a medicamentos específicos, já que pessoas de etnias e variações genéticas diferentes podem reagir diferentemente ao mesmo tipo de medicamento. O exame farmacogenético é um auxiliar na escolha do medicamento mais adequado para alguns pacientes.  A Psicofarmacologia moderna se mostra promissora na área da conectonômica, estudo das conexões entre várias regiões cerebrais específicas.     

 

5 - Estimulação Cerebral Não Invasiva -ECNI


Consiste em um conjunto de procedimentos de neuromodulação física, utilizando a estimulação elétrica ou magnética de baixa invasibilidade, consequentemente menos invasiva que a Psicofarmacologia e a Eletroconvulsoterapia (ECT).


5.1 - ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA (EMT) 


Por volta de 1985, em uma Universidade da Inglaterra, Anthony Barker e colaboradores, iniciaram o uso de uma nova técnica que consistia em aplicar campos magnéticos - na forma de pulsos repetitivos - sobre a cabeça (crânio) de uma pessoa - ao invés de de uma corrente elétrica, como no ECT. Enquanto apenas 10% da corrente elétrica chega ao cérebro (encéfalo) no ECT, devido a calota craniana (osso da cabeça), este não impõe nenhum tipo de resistência ao campo magnético na EMT, atingindo  aproximadamente 3cm do córtex cerebral, modulanto várias regiões cerebrais, ora estimulando, ora inibindo, dependendo da frequência do campo magnético empregado.

      

É realizada em nível ambulatorial (consultório) porque é indolor,  não há necessidade de anestesia e jejum prévio. Seus efeitos colaterais são de pouca relevância. Uma convulsão seria uma excessão, porém é um efeito colateral bastante raro, quande se utiliza os parâmetros de tratamento já testados e regulamentados.   

Desde 2006 é reconhecida pela Anvisa, mas os principais órgãos reguladores de saúde do mundo, particularmente o FDA dos Estados Unidos, também já aprovaram sua utilização. 




5.2 - ESTIMULAÇÃO TRANSCRANIANA POR CORRENTE CONTÍNUA (ETCC)

Emprega-se aqui, corrente contínua de baixa intensidade para modular a excitabilidade do córtex cerebral, seja induzindo uma despolarização ou hiperpolarização dos Neurônios. Ainda é uma técnica experimental mas pode ser um adjuvante à outros tipos de tratamento, como a Psicofarmacologia.

 


5.3 - A Estimulação Transcraniana por Corrente Alternada (ETCA)


Segue o mesmo principio do método anterior, mas aqui se utiliza corrente alternada de baixa intensidade. 


6 - Psicoterapia


É considerado o Método mais difundido e não invasivo de Neuromodulação.

Processos psicológicos estão profundamente relacionados a processos biológicos, constituíndo ferramentas de grande importancia na ativação de neuroplasticidade. O foco da Psicoterapia vai além de alterações de processos mentais ligados a determindas patologias neuropsiquiátricas, mas questões existenciais, sociais e biológicas. Aspectos ambientais e interpessoais são eficientes em modular processos psicológicos e consequentemente a atividade neuronal.